Braga, PN Peneda Gerês, Viana do Castelo, Vila Real

À conquista do Parque Nacional da Peneda-Gerês! (2º Dia)

04/09/2007

Rota: Boticas – Montalegre – Pitões das Junias – Parada – Sidrões – Cabril (ver mapa no final)

Este é o primeiro dia em pleno parque… A ansiedade é enorme e o frio também. Apesar de estarmos em pleno verão, a chegada a Montalegre trouxe-nos uma visão invernal! Pessoas vestidas com agasalhos e roupas quentes, aquele nevoeiro dos tempos frios pressionava-nos contra o chão!

Castelo de Montalegre

Castelo de Montalegre

A contrabalançar com este clima típico dos meses mais frios, encontramos uma vila típica do interior, onde o calor transborda. Aqui o granito é rei e senhor… mas um granito sorridente em ruas arejadas e convidativas guardadas por um castelo medieval.

Montalegre é também uma das Portas de Entrada no Parque Natural do Gerês. Actualmente, apenas se encontram em funcionamento as portas de Lamas do Mouro e Campo do Gerês. Todavia, vale a pena a uma visita ao Posto de Turismo, mesmo ao lado da delegação do PNPG, e a fim de nos munirmos de um mapa (ou faz o download A e B), simples mas completo no concelho de Montalegre.

Deixámos Montalegre para trás e por entre montes e vales, sempre num rodopio para não perder paisagens cada vez mais impressionantes, o trilho levou-nos ate Pitões das Júnias.

Pitões das Júnias é uma aldeia situada dentro do Parque Nacional Peneda-Gerês, na região de Barroso, Trás-os-Montes. Faz parte do Concelho de Montalegre, Distrito de Vila Real. A sua origem confunde-se com a do Mosteiro de Santa Maria das Júnias, entre os séculos IX e XI.

Aldeia de Pitões das Júnias

Aldeia de Pitões das Júnias

 

Para além de Pitões das Júnias

Para além de Pitões das Júnias

O clima inóspito no Inverno e a consequente imigração contribuíram para que a aldeia mantivesse sua pequena população e o aspecto medieval. As casas de pedra são um dos grandes ícones desta pequena aldeia, que no Verão vê a sua população aumentar quer graças ao regresso dos seus emigrante, quer à quantidade de turistas que cada vez mais visita as Terras do Barroso.

Mas em dúvida que o seu maior ícone é o Mosteiro de Santa Maria das Júnias.

Vista sobre o Mosteiro

Vista sobre o Mosteiro

Para se chegar a este mosteiro nas margens do rio Campesino, existe um percurso homologado (aberto).  São cerca de 3 km, descendo até ao miradouro, percorrendo a margem direita do rio campesino até ao Mosteiro de Santa Maria das Júnias. O percurso é de baixa dificuldade.

O percurso começa no cemitério de Pitões das Júnias, deve deixar aqui o carro, todavia se insistir em continuar com ele poderá deixa-lo cerca de 1km mais abaixo (largue o carro o mais rápido possível…). Encontraremos um largo, pela direita temos acesso ao miradouro de Pitões, que nos oferece uma panorâmica fantástica sobre a zona do barroso e vista sobre uma gigantesca cascata, se continuar em frente terá acesso directo ao Mosteiro e posteriormente ao miradouro.

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São indescritíveis as emoções que nos assaltam dentro do mosteiro. Resquícios de claustros perfeitos, paredes que escondem estórias de então, quem sabe de encantar. Perca-se entre as ruínas, aprecie as margens de um rio que corre devagar, indiferente ao tempo, banhe-se nas suas águas.Mesmo junto ao Mosteiro poderá ainda retemperar forças, e apreciar a merenda que preparou de antemão.

Não poderá deixar de visitar um belo exemplar de um moinho movido a água, bastando para tal passar a margem por uma ponte que conta já muitas primaveras.

Mosteiro de Santa Maria das Júnias (mais informação)

Percurso de Pitões das Júnias

Em Pitões das Junias poderá visitar ainda o Ecomuseu do Barroso, na antiga Corte do Boi, aberto recentemente, que nos leva a uma viagem a tempos imemoriais.

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Aldeia com a albufeira da paradela

Aldeia com a albufeira da paradela

Depois de Pitões das Junias o trilho levou-nos a um dos sítios mais enigmáticos do Gerês, com quebrantos, diabos e lendas à mistura. A Ponte da Misarela, eternizada na voz de Sebastião Antunes (Quadrilha). Aqui o diabo anda mesmo à solta, o rio Rabagão corre livre, sulcando rochas e falésias, deixando atrás de si um rasto de lagoas e belas cascatas.

Ponte da Misarela-1

Ponte da Misarela, onde o diabo anda à solta

Leia tudo o que escrevemos e o que sentimos na nossa visita à Ponte da Misarela, onde o diabo anda à solta.

Ainda extasiados e ao som da Ponte da Misarela, e porque o sol já se punha entre as colinas que se erguiam até aos céus, o trilho levou-nos até ao Parque de Campismo do Cabril para mais uma noite onde as estrelas iam servir de tecto e companhia…

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2 Comments

  • Reply Maira 13/04/2012 at 17:30

    olá sergio! meu nome é maira e estou pesquisando informacoes sobre o pn peneda-geres pois gostaria de passar uns dias la em final de julho ou inicio de agosto. sou brasileira e vivo em londres, nunca fui a portugal. minha pergunta é.. onde ficar na regiao do peneda-geres? adorei seus artigos, as fotos sao lindas, por isso nao consigo me decidir. onde voce recomenda que eu busque um quarto ou casa (campo do geres, montalegre, a vila de pitoes das junias, etc)? gostaria de uma vila pequena e antiga, e bem perto ou dentro do parque. pode me aconselhar? obrigada!

    • Reply António Leite 13/07/2013 at 00:14

      Olá Maira, se calhar o meu comentário vem demasiado tarde, mas por coincidência, estou chegando do Gerês (de férias) e vejo teu comentário. Se ainda estiveres interessada terei o maior gosto em dar-te algumas dicas desde Covide, S.João de Campo até á vila do Gerês. Cumprimentos.
      António Leite

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