Asia, Vietname

HA NOI (Vietname)

29/07/2009

Em busca daquele que dizem “trouxe a luz ao VietNam” – Ho Chi Minh

Acabo de comprar o bilhete de comboio que me levará a Lao Cai, a porta de entrada para Sapa, a rainha das montanhas no Vietnam. 300 mil dong’s por um soft sleep air-con train e 10 horas de viagem.

Foi atribulada a minha chegada a Hanoi. Num autocarro local com dezenas de pessoas amontoadas e as constantes paragens para tentar ver se há lugar para mais um. Delicio-me no “Ho Chi Minh musoleum complex”.

Este é um dos locais mais sagrados para os vietnamitas. Adoram o seu herói, aqui, esse lutador da “liberdade”, encontra-se sepultado repousando para a vida eterna. Esa figura polémica despertou amores e ódios.

O mausoléu foi construído em 2 anos com materiais oriundos de todas as partes do Viet Nam, com símbolo de união. Não escondo a nostalgia e excitação. Depois do mausoléu de Mao e de Ho Chi Minh, fica a faltar o de Lenin…

É extremamente proibido fotografar no interior do mausoléu e entrar de calções está fora de questão. Felizmente, hoje, e a conselho do inseparável Lonely Plante, trago as calças tailandesas e a minha canon fica sem bateria… deve ser do calor J

Apanho um motorbike à saída do complexo, depois de uima longa disputa de preço que começa nos 100.000d… consigo por 15.000d, um preço justo para uma viagem de 15 min até à estação de comboio.

Durante a viagem reflito sobre esta personagem ímpar da História da Humanidade. Viajou pelos Estados Unidos, África e estabeleceu-se na Europa. Em França funda o Partido Comunista e treinou em Moscovo com camaradas da “comunist international”. Mais tarde fixa-se em GuangZhou, na China, onde viria a fundar a “Revolutionary Youth League of VietNam”.

Ho Chi Minh (literalmente: aquele que traz a luz), ou Uncle Ho, depois dos 30 anos, regressa ao seu querido VietNam. Funda o Viet Minh e empreende uma luta feroz pela independência contra a França. O seu sonho foi alcançado em 1954, na batalha de Dien Bicu Phu.

Morreu em 1969, sem ver a gloriosa vitória do Norte contra o Sul, mas a sua imagem ficará para sempre ligada à luta pela liberdade, pela independência do VietNam.

Aquele que outrora foi acolhido em França, contra esta havia de travar uma luta feroz pela independência, e, hoje, não há cidade ou lugar no VietNam onde “uncle Ho” não seja lembrado.

Passo os dedos serenamente por 15.000d, pago ao motorista e reparo que todas as notas têm estampado o fiel rosto desse que um dia “trouxe a luz ao VietNam”.

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