Espanha, Europa

Parque Guëll – Pela rota do modernismo em Barcelona

10/02/2012

Parque Guell - Barcelona

Ainda absortos pela magnificência da Sagrada Família, deambulamos quase sem rumo pelas ruas do Eixemple. Estas ruas, desenhadas a partir do “plano cerdá”, deixam passar uma luz natural nada normal nas grandes cidades europeias. O “plano cerdá” permitiu à cidade de Barcelona crescer de modo harmonioso, num sistema de quadras e hierárquico entre as ruas. Este sistema (que pode ser facilmente compreendido aqui) dava ainda a possibilidade da cidade se ir expandindo, de forma organizada, conforme fosse necessário.

Parque guell

Parque Guell, com a Casa Museu Gaudi no lado direiro da imagem

Por volta do meio-dia, já com o sol bem alto, alcançamos uma das colinas de Barcelona, a montaña del carmel, onde tomou forma o famoso Parque Guëll, também ele desenhado por Gaudí. Construido entre 1900 e 1914, a pedido do industrial Guëll, o parque é hoje um espaço público, incluído na lista de património da humanidade, pela UNESCO.

Gaudí inspira-se nas formas orgânicas da natureza para desenhar o parque e afasta-se completamente das ideias clássicas rectilíneas. Não existe qualquer visão racionalista, tudo aqui é inovador, pelo menos assim o foi. Começamos por visitar a Casa Museu de Gaudi. Além das divisões da casa por onde se moveu e alguns objectos que pertenceram ao próprio e a amigos, não passa de um espaço vulgar, que na nossa opinião, dispensa a visita.

Barcelona, vista desde o monte das cruzes

Barcelona, vista desde o “calvário”

Atravessamos o parque, sob o sol quente, em direção ao calvário. Como em tudo que é de Gaudi, também aqui o simbolismo está presente em cada canto, perpetuando os ideias independentistas e católicos quer do arquiteto, quer dos seus mecenas.

Crianças...

Parque Guell, praça oval

Parque Guell, praça oval

Ladrilhado, na fachada da praça oval

Ao fundo, na parte principal do parque, as crianças brincam ao “futebol humano”. Um rapazito que se arma em esperto é afastado do grupo, de castigo. No seu caso, o crime não compensou.  O espaço onde estes se divertem, uma enorme praça oval,  é suportado por um impressionante conjunto de colunas dóricas, pormenorizadamente ornamentadas. À espécie de sala que se forma com as colunas chamou-se de Sala Hipóstila.

Sala Hipóstila, e as colunas dóricas

Já de saída, observamos as tristes figuras que fazem as pessoas para conseguirem uma foto com o dragão de mosaico na entrada do parque. É sem dúvida o símbolo do parque, mas fazer fila para tirar uma foto ao lado do “bicho”, parece-me demais. Creio que nem os chineses, fervorosos adeptos destas fotos, esperariam tanto tempo. Afinal, a paciência de chinês é um conceito que há muito ficou enterrado, ou enterraram-no, tendo o Dèng Xiaopíng dado a primeira cavadela.

Parque Guell

Os bizarro pavilhões na entrada do Parque Guell

Parque Guell

Os bizarro pavilhões na entrada do Parque Guell

espanta espíritos com mosaicos modernistas

“espanta-espíritos” com mosaicos modernistas

Como Chegar?

Sair na estação de  metro” Lesseps’ (Linha Verde, L3). Ao sair seguir os sinais que indicam o parque. Prepare-se para uns 10 min de caminhada e uma subida.

Aberto desde as 10:00 até cerca das 21:00, dependendo da altura do ano.

A entrada é gratuita. (NOTA: a partir de setembro/outubro de 2013, a entreda no Parque Güell vai passar a ser paga e custará entre 7/8 euros)

barcelona - guia de viagem

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