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Pinguins e a Baía Inútil

24/03/2014

Apesar deste post chegar com alguns meses de atraso, as atribulações da viagens e o deleite da mesma continuam vivos na nossa mente como se tivesse sido ontem que vimos os mais delicados e dedicados animais a passear mesmo ali à nossa frente. Vimos os Pinguins –Rei a escassos metros e só não lhes tocamos para não interromper a calma das suas rotinas e para não nos intrometermos num mundo que não é nosso e só podemos de longe contemplar.

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A decisão foi fácil de tomar, ainda que não fosse de todo económica não poderíamos deixar de ir visitar aquela colónia de Pinguim–Rei que tanto nos haviam falado.

Inexplicavelmente, sem quê nem porque, os Pinguins vêm-se fixando naquele ponto da Patagónia Chilena. Chegaram aos pares e alguns resolveram não partir, apreciando os  ventos gelados e o mar recheado de peixe que fica a poucos metros.  Alguns tiveram crias que sobreviveram e que são já naturais da colónia. Os chilenos, esses não se fizeram rogados e oferecem protecção, aproveitando para cobrar os bilhetes aos turistas que se atrevem na estepe patagónica só para ver as adoráveis criaturas.

A viagem começou cedo, o encontro com o guia e o resto do grupo estava marcado para o nascer do sol. Uma vez que íamos atravessar o estreito de Magalhães, há que aproveitar o dia.

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O ferry Crux Australis no porto de Punta Arenas! O único sítio no Chile onde se pode ver o nascer do sol no Oceano Pacífico.

Como diz o ditado, “quem vai ao mar Avia-se em terra” e quem nos manda ignorar a sabedoria popular. À Sandra esperam-lhe as piores duas horas da sua vida. Agarrada a um saco, a cada movimento do Ferry o sistema digestivo entrava em convulsão expelindo cada miligrama de matéria ingerida – Sim, a Sandra passou as duas horas da viagem a vomitar convulsivamente (e o Sérgio quase a fazer o mesmo 🙂

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A Sandra e o Sérgio a bordo do Crux Australis, atravessando o Estreito de Magalhães

No inicio da travessia, ainda fomos soltando valentes gargalhas, enquanto o guia, insultava em português todos os passageiros, mas o enjoo do movimento impediu que aproveitássemos a travessia e quase nem conseguimos ver os pequenos golfinhos que se aproximaram do barco.

Não é preciso, mas vir aqui, sentir a força dos ventos do estreito, fazem-nos valorizar os feitos de Fernão de Magalhães,  que 500 anos antes haveria de atravessar o estreito e ligar assim os oceanos Atlântico e Pacifico, para que o mundo conhecesse outras paragens.

Depois da tempestade vem a calma… entramos na Terra do Fogo e umas horas depois chegamos à Bahía Inútil.

Quando Phillip Parker King,  chegou a estas paragens autrais, depois de comprovar a rudeza destas terras terá dito “estas terra não oferece nenhum ponto de ancoramento ou abrigo, nem nenhuma outra vantagem para os navegantes”.

Chegados ao destino, ao Parque Pinguino Rey (página oficial do Parque Pinguino Rey), avistamos pequenos seres, vestidos a rigor para nos receber, que aos pares de deslocam subtilmente, ignoram os curiosos que disparam as máquinas a casa movimento.

A tentação de os tocar é grande, mas somos avisados das proibições e por isso mantemos a distância de segurança e observamos cada movimento. Algumas posse virão connosco para sempre captadas na lente da máquina, que agora partilhamos…

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Todas as fotos dos Pinguins e da nossa aventura para lá chegar 🙂

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