América do Sul, Nos Andes, pelos caminhos dos Incas, Património da Humanidade, Peru

Machu Picchu, é esta a maravilha!

01/11/2015
Machu Pichu - Peru

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Acordámos às 2 da manhã com o barulho da chuva a bater nos telhados de zinco, barulho que ecoava pelo silencio de Águas Calientes, a aldeia plantada nas fraldas da montanha onde se situa Machu Picchu.

Quando apanhando o comboio em Ollantaytambo, em pleno Vale Sagrado, sabíamos que começaria aqui o último troço do percurso que nos levaria a Machu Picchu, uma das sete novas maravilhas do mundo e a quarta que visitaremos!

Como muitos dos visitantes, dormimos em Aguas Calientes, antes de fazemos a derradeira subida até Machu Picchu.

Aqui não há carros, a única maneira de aqui chegar é a pé ou de comboio, que custa os olhos da cara. Aguas Calientes ou aldeia de Machu, nas margens do Rio Urubamba, cresceu ao ritmo proporcional dos visitantes que chegam aqui em rota para Machu Pichu. Hoteis, restaurantes mercados de lembranças ocupam a aldeia, onde carros não chegam e os turistas entram e saem aos milhares nos comboios diários.

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Panorâmica da cidadela em ruínas de Machu Pichu. À direita o Rio Urubamba que serpenteia as montanhas. À esquerda o caminho de terra batida que sobe de Aguas Calientes até as ruínas.

Às quatro e trinta da manhã já estávamos de botas calçadas e mochila às costas. Estava noite cerrada e lá fora apenas se vislumbravam as silhuetas das montanhas que rodeias esta pequena aldeia.

Partimos lentamente. Optamos por não ir se autocarro e percorremos a pé os seis quilómetros. 6 Km? Parece pouco, mas a pique descobriremos que na montanha, os seis multiplicam-se por muitos, muitos mais…

Não éramos os únicos, aquela hora da madrugada, quando ainda o dia não despontava, já muitos se cruzavam connosco em rota ascendente, arfando… seguindo o caminho estreito e os degraus que paulatinamente nos levam até lá cima.

São 6 e pouco da manhã. Chegámos por fim, e rompendo por entre a multidão que se adensou à entrada de Machu picchu perdemos um pouco da imensidão e simbologia do local.

O corpo já pedia descanso, mas não podíamos perder a subida a Huayna Picchu. Reservámos com alguma antecedências porque os lugares são limitados.

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A parte (ainda) tranquila do caminho que nos esperava até ao topo de Huayna Picchu

Mais uma hora de travessia inclinada, mas valeria a pena. Lá em cima a vista corta a respiração e acreditamos que o melhor da visita foram estes momentos, onde se contempla a imensidão das ruínas.

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Com a X-T1 no tripé ou pedindo a algum aventureiro, lá vamos posamos para a fotos da praxe 🙂

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Tiramos alguma comida da mochila e procuramos um lugar tranquilo. Enquanto mastigamos lentamente, saboreamos mais as vistas que a comida. As pessoas amontoam-se lá em baixo, grande parte insensíveis e ignorantes sobre o que se passa aqui em cima.

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Para quem tem medo de alturas a travessia da descida pode ser desconfortável, pelo menos disso demos conta com gente descer os socalcos quase de gatas ao jeito infantil.

Machu Picchu impressiona pela sua construção, num quase isolamento. Até nos dias de hoje parece intransponível. Mas a determinação é mais forte e ânsia de pisar Montanha Velha, como foi batizada de pelo, pode vencer tudo. Construída no séc. XV por Pachacuti – diz-se que viveu 125 anos – foi ao longo de anos engolida pela densa vegetação e quase esquecida, passando desapercebida à fúria dos colonos.

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Foi surgindo novamente, como um murmúrio, em finais do século XVI.

Mas só em 1910 foi formalmente apresentada ao mundo por Hiram Bingham. Guiado por pastores locais descobriu, envolto no mato, uma parte importante do esplendor Inca.

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Toquem na rocha sagrada e abençoem a vossa vida, nós ainda esperamos os efeitos na nossa: até ver, nada de euromilhões!

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A rocha sagrada

Podíamos sugerir um guia, dos bons, mas não tivemos sorte com o que nos saiu na rifa. Foi contratado à entrada, já depois da subida a Huayna Picchu, portanto arrisquem! Machu Picchu espera por vós!

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