Coimbra, Portugal

Entre marnotos e sal no EcoMuseu do Sal da Figueira da Foz

15/04/2017

Nem sempre viajamos pelos melhores motivos, mas aproveitamos sempre, seja qual for o propósito da viagem para explorar e conhecer, onde quer que o nossos trilhos se encontrem.

Este fim de semana fomos até à Figueira da foz, terra nossa conhecida, dos Verões de outrora e das escapadas furtivas em plena época de exame, aproveitando o sol e a praia para relaxar, antes ou depois daquela oral sofrida!

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Para quem conhece a Figueira da foz, sabe que nem sempre o sol brilha, nem sempre a água convida a grandes mergulhos e que muitas vezes o vento é o anfitrião indesejado transformando a areia em rebuliço numa forma de tortura, recordando tempos medievais.

Não sendo nós verdadeiros apreciadores de praia, banhos de sol, sabemos que não se pode reconduzir toda a nossa costa à dicotomia calor/praia e procuramos sempre no âmago da costa os tesouros escondidos, ofuscados pelo sol que embriaga muitos turistas.

ecomuseu do sal - figueira foz_OsMeusTrilhos-3

O tempo, esse mais uma vez recebeu-nos violento, fustigando a praia em rajadas fortes, derramando uma chuva pesada na arreia e inundando de arrepios de frios, os nossos corpos já habituados aos rigores invernis da Serrania. Ainda assim rumámos às salinas de Lavos, onde fomos recebidos pela simpatia das funcionárias do Ecomuseu do Sal, e integrando um grupo de turistas galegos, pudemos ficar conhecedores da arte imemorial dos marnotos.

O Núcleo Museológico do Sal em Lavos deu-nos a oportunidade de aprender um pouco mais da mestria, que com sabedoria e cuidado ao nosso mar fomos buscar em séculos de nação que à beira mar plantada, com a sua água foi brindada.

A clareza da exposição, feita num perfeito “portunhol”, foi esclarecedora das fases em que se divide a produção do sal, bem como das suas inúmeras propriedades e outras curiosidades.

ecomuseu do sal - figueira foz_OsMeusTrilhos-1

A sorte estaria connosco, talvez por tanto amaldiçoarmos o frio, fomos aquecidos pela degustação de produtos da casa do sal da Figueira da foz, bem como das enguias doces do restaurante Grazina.

Ao lado do museu a salina do corredor da cobra, descansa agora preparando-se para os dias duros que o Verão lhe trará, mas no seu armazém visitável conseguimos perceber mais acerca desta união entre o sal e madeira das construções que envolvem as salinas, bem como da perfeição da construção dos mecanismos de madeira que funcionam como chave.

EcoMuseu do Sal - Figueira da Foz_22 - Os meus Trilhos

Caminhamos inseguros pela salina, onde na lama deixámos a nossa pegada com a firme certeza que este Verão voltaremos à Figueira da Foz, não só para desfrutar da praia de do areal, mas também para viver de perto a produção de sal e realizar o percurso pedestre: “A rota das salinas”.

EcoMuseu do Sal - Figueira da Foz_3 - Os meus Trilhos

Informação prática do EcoMuseu do Sal da Figueira da Foz

Horário:

Verão Inverno
1 de maio a 15 de setembro
quarta-feira a domingo / feriados:
10h30 às 12h30 / 14h30 às 18h45
Encerra às segundas e terças.
16 de setembro a 30 de abril
quinta-feira a domingo / feriados:
10h00 às 12h30 / 14h00 às 16h00
Encerra às segundas, terças e quartas.

Encerra nos feriados de: 1 de Janeiro, domingo de Páscoa, 1 de maio, 24 de junho e 25 de dezembro.

Entradas:
Crianças até 12 anos e adultos com mais de 65 anos – Gratuito | Adultos – 1€  | Bilhete Família (mínimo 3 visitantes) – 2€

Localização
O Ecomuseu do Sal, situa-se nos Armazéns de Lavos. Existem diversas placas na cidade que indicam a direção do Museu. Para ver no mapa a localização, é só clicar… |Coordenadas GPS: 40° 6’42.5627”N; 8°49’59.7034”W

Contactos e Visitas Guiadas a grupos
Sujeitas a marcação prévia: TEL.: Núcleo Museológico do Sal – 966 344 488; E-MAILnucleo.sal@cm-figfoz.pt | sonia.pinto@cm-figfoz.pt

Nota: informação recolhida do website do Município da Figueira da Foz.

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