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Nos últimos passos de Gandhi (Nova Delhi)

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Carreira da Índia

Crónicas de uma aventura pela Índia, contada a dois, por Sérgio Lopes e Sandra Saraiva

Gandhi Smriti não é um lugar turístico, nem tão pouco um lugar bonito. É um lugar simples, de recolhimento, é um lugar de memórias.

Na manhã do dia 30 de janeiro de 1948, Gandhi, a grande alma, deu os últimos passos sobre a terra, nesta terra. Enquanto se dirigia ao local de oração foi assassinado por Nathuram Godse, um hindu radical que o acusava de enfraquecer o país.

Ghandi Smriti

Foi aqui que Ghandi passou os últimos 144 dias da sua vida e ao pensarmos nisso não conseguimos disfarçar o arrepio que gela o corpo. Calam-se as buzinas e em cada canto do jardim, em cada banco, em cada porta se sente a evocação da sua memória.

Descalços, sobre a humidade matinal que ainda cobre o chão, seguindo os próprios passos de Ghandi, fazemos lentamente o caminho que ele também percorreu naquela manhã fatídica. Desde o local onde estava alojado, onde tinha os seus poucos pertences, até ao local da sua morte vão duas dezenas de metros. Aqui foi erguida uma coluna, no exato local onde o Pai da Nação, como orgulhosamente é chamado, morreu…

Ghandi Smriti
A coluna do mártir, marca o exacto local onde Gandhi foi assassinado.

O homem, que lutou até à morte pela não-violência, viria a ser morto da forma mais cruel, com uma arma de fogo à queima-roupa.

Se é verdade que a grande alma deu tudo por esta terra, esta terra tem-lhe prestado a justa homenagem. Ghandi é uma pessoa querida entre os indianos e é recordado com saudade genuína.

À procissão fúnebre, desde o local da sua morte até Rāj Ghāt, onde foi cremado segundo os costumes hindus, acorreram cerca de dois milhões de pessoas.

Ghandi Smriti

Mais do que tudo, prestamos a nossa homenagem ao Homem imenso e recordamos que uma vez disse, “Não quero que minha casa seja cercada por muros de todos os lados e que as minhas janelas estejam tapadas. Quero que as culturas de todos os povos andem pela minha casa com o máximo de liberdade possível” e que assim nos recebe naquela que foi a sua derradeira morada.

Saímos com a certeza da grande dívida que o mundo tem para com Ghandi, para com os seus ensinamentos. Lutou toda a vida por um mundo onde todos fossem tratados da mesma forma, um mundo sem violência, um mundo onde “todos os homens são irmãos”.

Ghandi Smriti

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Olá, somos o Sérgio e a Sandra (e agora também o pequeno Simão). Costumamos dizer que "somos viajantes a tempo inteiro e juristas nas horas vagas". Mas somos, acima de tudo, apaixonados pelo mundo, pelas viagens... sejam elas curtas ou longas. É da Guarda, a cidade dos cinco f's e por sinal a mais cidade mais alta, que procuramos abolir fronteiras. Com mochila às costas e botas calçadas venham connosco, entrem em autocarros apinhados, comboios eternos e estradas lamacentas… Tudo sobre nós >>>
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6 COMENTÁRIOS

  1. Não temos comentado mas temos acompanhado com muita atenção e curiosidade este vosso periplo pela India. Estamos a ostar muito!
    Abraços e continuação de bom trabalho

  2. aiiiiiiiii primaços, que fotos bunitinhas..!!! até sinto o cheiro através das cores…
    beijos do coração!
    Joana

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Olá, somos o Sérgio e a Sandra (e agora também o pequeno Simão). Costumamos dizer que "somos viajantes a tempo inteiro e juristas nas horas vagas". Mas somos, acima de tudo, apaixonados pelo mundo, pelas viagens... sejam elas curtas ou longas. É da Guarda, a cidade dos cinco f's e por sinal a mais cidade mais alta, que procuramos abolir fronteiras. Com mochila às costas e botas calçadas venham connosco, entrem em autocarros apinhados, comboios eternos e estradas lamacentas… Tudo sobre nós >>>

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